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Quando a gente pensa em desistir, mas tenta mais uma vez

26 de jun.
2 min de leitura

Nessa caminhada de 10 anos estudando e trabalhando com fotografia, pensei várias vezes em desistir, pensei se era isso mesmo que eu queria para a minha vida, se fazia sentido, porque mesmo que eu me esforçasse muito para isso, às vezes parecia que nada saía do lugar. 

Queria muito dizer que durante todos esses anos consegui manter tudo e acreditei o tempo todo que as coisas iriam dar certo, mas nos momentos em que as coisas não estão dando certo, parece que continuar no caminho é um erro, que já não faz mais sentido. Entendi com o tempo que a vida não é uma linha reta e estável, mas um processo de altos e baixos, em que vamos ter sim momentos de colheita, mas também vamos precisar de momentos para descansar, pensar, planejar, esses momentos em que as coisas não acontecem exatamente como se espera, não é uma falha, mas um momento para realinhar nossos objetivos.

Acredito que não existe um momento em que fique mais fácil, mas aprendemos a “dançar conforme a música” e tentamos transformar os momentos difíceis em algo mais leve, quando possível. Aprendi também que às vezes o melhor é se permitir sentir, se não é uma fase boa, tirar um tempo e se deixar que esses sentimentos possam ser expressados, para que com o coração e a cabeça mais leve você encontre soluções que façam sentido e não algo que você decidiu por desespero ou medo. 

Você tem o direito de comemorar suas vitórias e sair um pouco da ideia de buscar o próximo desafio. Um dos costumes que criei foi de me permitir fazer ou comprar coisas que eu queira muito, como uma forma de comemorar todo o esforço do ano anterior. 

Gostaria de vir aqui e dizer que existe um manual para passar por todas essas questões, mas não existe uma maneira correta de viver e muito menos de como passar pelos momentos ruins. A questão é entender como passar por isso e, se tiver condições, fazer terapia, ajuda a passar por esses momentos.

Ainda não sei se existe um momento em que você para de se preocupar e para de pensar em desistir, mas algo que eu diria para a minha versão mais nova seria para entender se esses sentimentos fazem parte do que você acredita ou se estão sendo impostos de alguma forma. Cresci acreditando que ser artista era igual a não ter estabilidade e ser dependente financeiramente de alguém, mas ninguém me explicou que existem diversos caminhos para se viver disso e que você precisa escolher aquilo que faz mais sentido para si. 

Está tudo bem desistir de algo que não faz mais sentido para você ou mudar a forma como tem feito ou até mesmo fazer outra coisa enquanto entende se aquilo ainda é o que você quer. O que importa é se essas escolhas fazem sentido, não existe caminho certo ou errado, ao final do dia o que importa é se isso faz sentido para si.

 
 
 

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