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Indicações: Janeiro

Leituras

Selton Mello: Eu me lembro

Uma autobiografia, na qual o ator Selton Mello conta sobre sua vida e trajetória na arte, respondendo a perguntas de amigos e colegas do meio artístico, em um formato parecido com a entrevista.

Essa foi a minha primeira leitura do ano e ainda bem que foi, comecei no primeiro dia do ano e finalizei já no domingo antes dos trabalhos começarem. Essa leitura me trouxe novos ares e uma vontade de tentar de novo e continuar na caminhada.

Desde que comecei a trabalhar mais ativamente com fotografia e suas diversas linguagens, tenho uma obsessão por biografias e autobiografias, uma forma de lembrar que toda trajetória é única e que não existe essa ideia do artista gênio, mas sim alguém que se dedicou por inteiro à arte. 

Gostei muito dessa leitura, porque me identifiquei com o Selton em alguns aspectos e acho que o principal foi “levar a vida a sério demais”, de fato tenho capricórnio no meu mapa astral, não sei bem como isso me afeta, também me identifiquei com algumas de suas lutas.

Uma grande referência para mim, da qual cresci vendo no cinema e que de certa forma também faz parte da artista que sou e tenho me tornado.

Terminei a leitura com os desejos e sonhos renovados, como se um peso fosse tirado das minhas costas.



Arte e Medo - Observações sobre os desafios (e recompensas) de fazer arte

de Ted Orland, David Bayles.

Nesse livro, os autores compartilham um pouco do processo de fazer arte e ser artista, compartilhando, como o próprio nome diz, observações sobre esse mundo.

O interessante do livro é que, em nenhum momento, eles tentam colocar uma maneira certa ou errada de fazer arte ou tentam explicar o caminho do sucesso, tudo é muito cru e realista. Sei que, enquanto artista, a gente precisa ser um pouco sonhador e idealista, mas às vezes é preciso encarar os fatos para que o sofrimento não seja maior.

O reconhecimento nem sempre vem em vida, esse foi um dos ensinamentos que entendi do livro, é comum que o conhecimento venha de forma póstuma, isso não necessariamente precisa ser visto com maus olhos, mas como uma forma de libertar algumas amarras que você possa ter. Ainda sobre esse assunto, eles falam também que alguns artistas podem encontrar dificuldades de entrar no mercado por ter obras muito diferentes, isso porque, assim como tudo, o mundo da arte e as pessoas costumam dar atenção para aquilo que já é conhecido.

Outro ponto que achei interessante foi sobre a rotina. Não faz sentido mudar sua rotina para ficar igual à de outro artista, se isso não funciona para você. A ideia é entender o que funciona e manter.

Uma leitura que indico para todos os artistas, porque acredito que traz um outro olhar para o meio da arte.




Filmes

Saneamento Básico: O filme de Jorge Furtado

Acompanhando moradores de uma pequena cidade que precisam de uma obra para o saneamento básico, mas que ao chegar na prefeitura descobrem que a única verba disponível é para a realização de um vídeo, eles decidem fazer o filme para ajudar com a obra.

Essa foi a segunda vez que vi o filme e que já era um dos meus favoritos, agora tenho total certeza disso. Isso porque o filme utiliza do  humor para explicar a importância dos incentivos culturais e audiovisuais. 

Uma comédia muito boa, que vale cada segundo e com um elenco totalmente premiado. 



Um dia com Jerusa de Viviane Ferreira

Ambientado no bairro do Bixiga, Jerusa recebe Silva, que está fazendo uma pesquisa de consumo, e ali ambas trocam suas histórias, trazendo um resgate à memória ancestral. 

Esse é um dos meus filmes favoritos do cinema brasileiro. Como a sinopse diz, a narrativa coloca a história e seu registro como central, mostrando como lembrar dela é uma luta para que não se repita, mas também a busca por narrativas e memórias positivas que tragam novos caminhos.

A direção de fotografia é um espetáculo à parte, que torna o filme ainda mais delicado e poético. 



Frankenstein de Guillermo del Toro

A história clássica de um cientista egoísta que decide dar vida a uma criatura composta artificialmente, gerando algo diferente do humano.

Iniciei a maratona dos filmes indicados ao Oscar desse ano, para exercitar a análise crítica dos filmes. 

Queria ter visto o filme após ler o livro, mas acabou que ainda não li. Confesso que não gostei de algumas coisas no roteiro e nas atuações, mas devido a algumas obrigações que a Netflix tem feito aos seus diretores, acredito que parte do problema seja esse.

Tem um motivo por eu colocá-lo nessa lista, me apaixonei profundamente pela direção de arte feita por Tamara Deverell (talvez agora comece um discurso passional). Tudo faz muito sentido no filme, primeiro a referência a pinturas do período renascentista, algumas que identifiquei foram o quadro As Meninas de Diego Velázquez, O Casal Arnolfini de Jan van Eyck e O homem vitruviano de Leonardo Da Vinci. Faz muito sentido na ideia da história, já que é um homem que acredita ser Deus, criando uma nova criatura. Outro ponto que me chamou atenção dentro desse universo visual foi a maquiagem da criatura que se assemelha a desenhos de anatomia nos livros. 

Por último, são os efeitos práticos utilizados de forma que desse mais vida à história. 

Um filme que recomendo pelo estudo das cores e referências visuais.



Canais no Youtube

Cocorrina

Vídeo com música instrumental e cada um com um tema, mas o que chama atenção são as artes feitas para ilustrar, todas feitas à mão e você pode ver o processo no mesmo canal.


Anna Cebey

Vlogs feitos pensando no visual e com músicas suaves, sem narração, mas com legendas.

Ultimamente tenho me apaixonado por esses tipos de vídeo, um vlog mais focado no som ambiente ou apenas com instrumentais e as ideias são transmitidas pelas legendas, quase como o filme sem som funcionava antes. Até então, eu só encontrei canais de gringas, mas esse é um canal de uma brasileira.



Era para eu ter feito o texto das inspirações de dezembro de 2025, mas infelizmente, com as reorganizações do meu dia, não postei, mas queria deixar uma listinha aqui, sem muito texto, mas com umas observações. 



Leituras

Do que você tem medo de Jéssica Goes

Comprei a HQ na CCXP e foi uma leitura que me impactou muito, positivamente. Levei esse questionamento para minha vida e comecei a pensar em quais eram os medos que me deixavam paralisada. 


Daruma: Identidade de Monge Han

Já tinha gostado muito do primeiro volume da HQ, mas esse segundo conseguiu ser ainda melhor, amei cada parte dessa história. Teve uma frase que me impactou, que a personagem principal fala: “Prefiro o risco de falhar nesse caminho do que fingir ou seguir qualquer outro”, e tenho levado isso para a minha vida.


Quase tudo são flores de Karipola 

Essa HQ é outra que ainda quero reler durante os próximos anos. Aqui tem muitas coisas de que gostei. Ao mesmo tempo que traz a leveza do cotidiano, também questiona costumes que nos são impostos, uma história que me colocou para pensar no que preciso mudar.




Filmes

O agente secreto de Kleber Mendonça Filho

Não vou me explicar muito aqui, apenas vejam esse filme, vale cada segundo, o cinema brasileiro sempre muito rico. 


Canal Youtube

nao

Na mesma estética que falei do canal da Anna Cebey, esse foi o primeiro canal que chegou para mim e foi quando fiquei obcecada.


Megan Tan

A criadora do canal cria diversos vídeos em uma estética de filme, mas também fala sobre os processos de fazê-los. O que me levou a ver mais dos vídeos foi quando ela começou a compartilhar sobre buscar de novo aquele brilho em fazer o que gosta (era o que eu estava buscando também). Todos os vídeos valem muito a pena.


 
 
 

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