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Achei que tinha me libertado, mas estava em outra caixa com um rótulo diferente


“Acho que fui longe demais 

Descarreguei e me perdi”

- Aos Poucos (Supercombo)


Estamos nos perdendo! Tentando parecer uma cópia um dos outros, parece que esquecemos de expressar quem somos no mundo, mas expressamos para encaixar na trend. Percebo, por mim pelo menos, que isso vem através do acesso a milhares de informações e muitas sem nenhuma responsabilidade. Deixamos de ser verdadeiros, buscamos caminhos que às vezes não são os nossos, vamos seguindo conforme o que nos fazem acreditar ser o certo.

Criamos mais preocupados com o algoritmo ou o quanto de curtidas vamos ter naquele post, do que pelo simples prazer ou necessidade de expressar o que sente, tudo gira em torno da satisfação que as redes podem te dar, mesmo quando isso não muda nada na sua vida. 

Ser artista independente já é uma tarefa difícil por si só, as coisas só acontecem por força de vontade própria e nem sempre isso é fácil. Quando começamos a criar pensando no que o algoritmo, perdemos o que nos moveu para chegar onde estamos ou simplesmente ter tomado a decisão de dar o primeiro passo, tudo fica mais pesado. Por isso, agora, tente criar aquilo que te deixa uma satisfação no peito, não tem nada de errado em se adaptar, mas enquanto não tem o alcance ou os objetivos realizados, a primeira pessoa que precisa apreciar e sentir orgulho do que faz é você.

Os resultados são importantes, precisamos prestar atenção neles e entender o que precisamos melhorar, mas sem mudar a essência das nossas criações ou a nossa própria. 

Não estou falando aqui com uma verdade absoluta, ainda tenho meus questionamentos, angústias e dúvidas, mas entendi que não vou alcançar os meus sonhos tentando ser algo que não sou ou esperando por uma fórmula mágica que vai resolver todos os meus problemas. Nenhum caminho é igual ao outro, o que deu certo para uma pessoa pode não ser o mesmo resultado para você. A troca de experiências é necessária para o nosso crescimento e muito bem-vinda, mas devemos levar para a prática apenas aquilo que faz sentido para a nossa vida (isso vale para todas as áreas da nossa vida, não apenas a profissional).

Observo isso no meu próprio trabalho, com a área artística busquei uma linguagem que parecia mais reconhecida, e o resultado foi muito diferente. Deixei de fazer algo que tinha sentido para mim, tentar me encaixar no que achava ser certo, para no final os dois caminhos terem o mesmo resultado. Gosto dessa nova linguagem e forma de fazer arte, não vou desistir dela, mas entendi que não estava fazendo isso da melhor forma. 

A fotografia documental não foi diferente, mas nesse caso, estava indo para o objetivo errado, esqueci os motivos pelos quais decidi seguir esse caminho. Novamente tentei ser alguém que não era, tentei me encaixar em uma imagem que, no final do dia, estava me deixando mal.

Importante buscar um equilíbrio entre divulgar o próprio trabalho e se manter fiel ao seu propósito, sem esquecer o porquê começou. Não tornar essa escolha um fardo. Existem muitas maneiras de chegar a um lugar, escolha aquela que faz mais sentido para você.

 
 
 

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